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![]() O CONVITE
Guida Linhares Sou flor prisioneira da vida sem amor eterna passageira num embate de dor. Sou flor que esconde uma ânsia incontida nem vejo por onde alegrar minha vida. Minha alma vagueia em noites vazias o olhar serpenteia em vagas fantasias. Sou triste sem toque, de afeto e carinho, sonhando a reboque, construir novo ninho. Sou pele macia e lisa onde falta o viril afago sou serpente que desliza no chão ainda amargo. Minha boca sempre seca esqueceu do beijo o sabor na angústia que resseca gozos da vida, o sol amor Sou uma praia sem areia sou a onda que se perdeu nas noites de lua cheia no mar agitado feneceu. Sou uma rosa desbotada com espinhos a sangrar sou orvalho na madrugada de lágrimas a derramar sou sereia sem o canto que da solidão padece ninguem ouve o pranto de um coração em prece. Sou mulher pela metade de ninho há muito vazio em busca da amizade que me afaste do frio Sou como rio de ilusões deixadas sós ao relento, em desveladas pretensões que nem mais alimento. Nem a santidade profana nem a nudez castigada nem a alma que inflama uma vida já apagada Sou ponto que interroga algum dia serei amada? sou um ser que derroga a esperança malograda. Num convite encantador encontrei algo que buscava promessa de muito amor era tudo que eu precisava! Santos/SP/Brasil 09/02/06 -0-0-0- Guida Linhares
Enviado por Guida Linhares em 27/02/2006
Alterado em 17/07/2017 Comentários
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