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Vejo Você
Te vejo envolto em brumas
muito hostis e pesadas nem sei como tu aprumas com tantas indesejadas. Percorres entre espinhos que te ferem os pés perdidos no caminho presos em mil viés. Tua noite escura da alma amargurada faz-se mais insegura sente-se vilipendiada. Levanta a cabeça e te assenta ainda que entardeça o que tu lamenta! Veja que as criaturas estão em seus labores às vezes em alturas nem atentam pra todos os dissabores. De poetas imcompreendidos que tem a sina marcada às vezes mesmo exauridos não fogem da caminhada. De todos os que te acolhem recebas flores em buquê de amor venha poetar aos que te querem na riqueza do teu interior. Perdoa aos que te ferem e deixa que a centelha divina que habita o teu coração te conduza por entre os álamos que balançam suas folhas ao sabor de qualquer vento e ainda assim se mantém serenos cumprindo a sublime missão de impregnarem a natureza com visões de rara beleza. A voce meu amigo que te sentes excluido por assim te colocarem, não percas a esperança de um dia reconhecerem que apenas foste vítima de conflitos em que a crença de que nada representavas cegou as criaturas naquele instante. Cruel momento em que igual pássaro ferido te sentiste em desprestígio e com certeza chorastes as lágrimas do ofendido. Mas há de chegar o momento em que o fio da meada recomposto há de mostrar a verdade nua e crua e tudo será dissolvido assim como as águas do rio quando encontram o mar, se diluem formando uma imensidão única. Os seres também se degladiam como instrumentos que são na escola da vida se penitenciam até tornarem-se irmãos. E assim na evolução da humanidade seres caminham entre perdas e ganhos no aprendizado da sólida fraternidade. E apenas aqueles que trazem no coração fincada a bandeira da paz e do amor se entregam com toda bravura à missão. Que tu sejas um mensageiro da paz desfraldada a bandeira da união, hasteada do fundo de tudo o que és capaz. Mostra a tua verve, sábio menestrel não te esqueças que hoje pode ser o ultimo dia, venha logo, traga o teu farnel! Dedico estas simples palavras ao amigo poeta Jorge Linhaça para que não perca a fé no amanhã, e nem a esperança de fazer de cada dia um poema de paz, uma prosa de alegria, um céu de poesia. Santos, SP 16/03/06 11:00 hs
Guida Linhares
Enviado por Guida Linhares em 16/03/2006
Alterado em 27/03/2006 Comentários
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