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Ponte arreada
Fui contigo passear no rio e em cima da ponte arreada proseamos contentes. Enquanto tu observavas o céu eu te olhava enternecida, estavas divino. O barulhinho das águas serpenteando as pedras soava como uma doce canção. O céu de um azul limpo sustentava as nuvens de algodão onde carneirinhos se chocavam. E a tarde descia tranquila em busca da lua que aparecia meia que sem jeito. Afinal um quadro pitoresco nos dois quase caindo da ponte, serenamente equilibrados. Qual mágica une os momentos em que parece que tudo pára no encontro de duas criaturas? Se Deus deitou o seu olhar e nos encontrou em devaneios certamente descansou Pois nestes momentos, não existem conflitos, apenas corações contemplativos. Santos, SP 13/04/06 22:44 hs
Guida Linhares
Enviado por Guida Linhares em 13/04/2006
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