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Recuso-me
Vejo diante de mim uma arena, onde degladiam-se as feras, sedentas de vingança, com seus egos inflamados, em alma que se apequena, em repúdios assemelhados. Vejo lutas inglórias, em seres que seriam libertos de suas angústias amargas, se olhassem firme e certos sentindo que o ser humano, é falível, nem sempre é glória. Das injustiças um grito solene ecoa nos quatro cantos do planeta. São povos massacrados, crianças colocadas na guerra, seres que vivem à míngua, vítimas da fome e das doenças. Recuso-me a acreditar que os homens perderam a fé e que apenas o egoísmo grassa, tal qual erva daninha a esmagar os seres oprimidos em suas vivências, nem sempre cercadas das condições mínimas de sobrevivência. Recuso-me ainda a crer que nada se possa fazer, diante de tantas mazelas; mas confesso que me sinto impotente, a cada vez que me defronto com a inconsequência, com o desvario, com as condutas muitas vezes brutas, em que as criaturas se colocam acima do bem e do mal, em suas verdades absolutas. Observando as circunstâncias, o comportamento do ser humano, aliado às deficiências que cada um traz dentro de si, suas alegrias e dores, poderia inferir que a raça humana ainda tem muito a aprender, pisando alienada sobre espinhos, buscando o perfume das flores, por entre atalhos e descaminhos. "On Namastê" O Deus em mim saúda o Deus em você! Santos, SP 24/05/06 ***
Guida Linhares
Enviado por Guida Linhares em 24/05/2006
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